História

1920

No início desta década (fim da anterior) grupos de jovens que já sonhavam com um grupo de futebol experimentavam os primeiros pontapés na bola (trapos, borracha ou couro) no Areinho, Pinhal do Farrapa e depois em Areias nos terrenos de cultivo do sr. Joaquim de Oliveira Lopes.

Aqui já se jogava de cuecas ou equipamentos completos, frente a equipas particulares.

O campo era tão exíguo que a “tabelinha” era feita… contra a parede. Balneários? Não havia. Os jogadores vestiam-se e despiam-se por trás do quiosque do sr. Vassoureiro (perto da atual drogaria Arnelas). Perante tanto entusiasmo o “brasileiro” sr. Lopes aceita presidir a uma Direção de um Foot Baall Club d’Avintes em organização. Fazem-se reuniões nos baixos do Clube Recreativo Avintense. Joaquim de Oliveira Lopes divide a sua vida entre Brasil e Portugal.

1924

A Associação de Futebol do Porto (AFP) defere um pedido de Avintes para que os jogos no seu campo sejam feitos com entradas pagas. Manuel Tavares faz valer o nome do Avintes no seio daquela entidade associativa.

O parque Joaquim Lopes foi inaugurado em Novembro deste ano com um encontro Avintes x Progresso. A vitória foi nossa.

 

1925

Em assembleia geral são aprovados os Estatutos e Regulamento Interno. A Imprensa da época regista que “a inauguração real do campo só se faria este ano perante uma equipa do F. C. do Porto que ganharia o prélio por 14-2. Lotação esgotadíssima com gente pendurada nas árvores. Segundo os jornais de então os melhores do Avintes foram: Tomás, Manuel, Tonito, Carlos e Cipriano. Rato foi o marcador. A Banda Musical de Avintes, com fato de gala e vistosas charlateiras de metal brilhante, chegou mesmo a tocar (vejam lá o entusiasmo!) o Hino Nacional. (Era um tempo em que o Hino Nacional era escutado com uma espécie de religiosidade. Nem os locutores de serviço se os houvesse quebraria o ritual).

No final foi servido um Porto de Honra.

1929

Instalada a sede em casa de João Castro (Carrapato) avó do jogador Ilídio, o tal (felizmente ainda vivo) a quem chamavam o Castanheira com boa técnica e forte remate. Nesses e nos tempos anteriores os atletas levavam os equipamentos (havia quem os comprasse) e lá vão eles de butes e calcantes jogar nos outros campos do concelho de Gaia).

1937/1944/45

O Avintes começa a querer meter o pé nos “Nacionais”.

Disputa o Campeonato Geral da 2ª Divisão e luta com clubes como o Sporting de Braga, Boavista e outros que tais com brilhante comportamento.

Campeão de Gaia com Grilo, Rito, Monteiro Borges, Zézito, Ilídio, Licínio, Bacalhau, Hernâni, Arruela, Queiró e Ângelo.

 

1945/49

Concorrente ao Nacional da 2ª Divisão e Campeão na prova Extra. Jogavam então: Rito, Alexandre, Araújo, Ernesto, Hernâni, Monteiro, Licínio, Ilídio, Neca Trinta, Queiró, Arruela, Angelo, Grilo (sobrinho) Lamego, Mário, Bacalhau. Cripriano, Lelo, Anselmo, Zezito.

1966/67 – 1968/69

Campeão Regional Concorrente às provas Nacionais, O presidente arquiteto Fernando Ferreira em declarações ao Jornal de Noticias diz ser necessário construir um Estádio. Foi o “tri” de um presidente talismã. Como sócio e como arquiteto jamais deixou de trabalhar em prol do complexo desportivo, com uma idade já avançada a sua presença nas reuniões era um verdadeiro exemplo de tenacidade, de bairrismo, de amor à causa. Paro por uns instantes, para recordar a memória do paradigmático avintense a quem o F.C.A. (e não só) muito devem.

1972/73

Vencedor da Taça Nacional de Iniciados. Foi cumprido o programa das Bodas de Ouro. Grande brilhantismo todas as cerimónias. Lanças as primeiras pedras para o Monumento ao atleta (um trabalho admirável do escultor Manuel Pereira da Silva) e, na Quinta da Mesquita para o futuro complexo desportivo.

1978/79

Página negra. Árbitro lesa, de modo injusto e provocante os sagrados interesses do nosso Clube. O facto viria a ter graves consequências. Se tiver consciência esse senhor, pelos prejuízos que causou, há de ter os remorsos a persegui-lo toda a vida…

1985

Criada uma Comissão de Individualidades do nosso Clube a fim de promover a necessária alteração estatutária com vista ao processo de “utilidade pública”. As diligências resultaram em pleno e a Assembleia Geral aprovou por unanimidade a nova Constituição.

 

1990/91

Campeão Distrital, concorrente aos Nacionais e à Taça de Portugal. o FC Avintes é reconhecido pelo governo como PESSOA COLETIVA DE UTILIDADE PÚBLICA.

1997/98

O F.C.A. conquista de novo o titulo de Campeão do Distrito do Porto.

Ao longo desta prova os estiveram quase sempre no topo da classificação geral. O Avintes já entrou nos Nacionais e, até o momento tem demonstrado o seu valor sob a orientação (desde há várias épocas, aliás) de Guilherme Baldaia.

Guilherme Baldaia é um jovem “made in Avintes” várias vezes campeão quer como atleta, quer como treinador dedicado de um clube que seu avô ajudou a fundar.

João Carlos é o seu adjunto e António Campos (o prof. Puskas) o preparador físico.

1923

Em Junho decide-se pela legalização estatutária. Ligados à fundação do clube estiveram nomes de muito prestígio. Eis alguns deles: dr. João Alves Pereira, João Ribeiro, Manuel Tavares Júnior, António Baldaia, Salomão Pereira Vieira, Abílio Azuil dos Santos, Joaquim Araújo Moreira, Jovita Ribeiro, Graciano Gomes dos Santos e outros.

O dia 23 de Julho é, simbolicamente, a data da fundação. Os primeiros jogadores: Valente, Rocha, Custódio, Agostinho, Teixeira, Júlio, Vitelo, Polónia, Manuel Castro, Serra, Agrípio, Palhas, Neto, Quim Quintas, David Quintas, Alexandre, Rato, Griga, Coelho, Vaz, Cipriano, Carlos, Tomaz, Almeida, Joãozito, Velhinho, Rogério, Jacob, Alvaro da Bicheira, Rebelo, Faísca, Carlos da Cané, Staliano. Cipriano Castro foi, durante 5 anos, capitão da equipa.

Joaquim de Oliveira Lopes (sempre ele) aluga um terreno em Pousada para aí ser instalado um campo de futebol. Salomão Vieira, simboliza o trabalho e o dinamismo. Outros homens se solidarizam ativamente, entre eles Alexandre Pinto (pai dos futuros jogadores, Alexandrino, Júlio e Neca Cancela). Há várias equipas em ação: primeiras, segundas, terceiras, quartas e infantis!

Clubes com os quais se defrontam em anos seguintes: Cruz de cristo, (grande rival) F. C. de Gaia, Coimbrões, Vilanovense, Arnelas, Póvoa, Gondomar, Magestic, Varzim, Progresso, Luso, Ancora, etc.

 

 

1927

Confirmado em Assembleia Geral a decisão oficial para batizar o campo de jogos com o nome de “Parque Joaquim Lopes”.

 

1928

Joaquim de Oliveira Lopes é homenageado. Há um jogo com o Ancora que vencemos por 1-0. A festa estende-se à Quinta da Gândara. A confraternização teve música com concertos pela Banda local.

 

1930/31/32/36

Campeão de Gaia com as honras inerentes. Dirigem o clube: João Santiago, Manuel Pereira Dias, Manuel Sousa, Jovita Ribeiro, Cipriano Pereira de Castro, José Sousa, António Oliveira, Joaquim Costa e Cunha, Alfredo Teixeira e Guilherme Soares da Silva.

Os jogadores avintenses ganham fama. Citam-se entre os já referidos: Palhas, Patolas, Grilo, Agripio e Joaquim Neto (vivo também, felizmente). David Quintas e Neto foram selecionados para um jogo Porto-Lisboa. Anos mais tarde os treinos passam ser mais assíduos. Pela primeira vez o Avintes contrata um técnico. A escolha recaiu em Mister Miguel Siska — um húngaro que foi na baliza do F C. do Porto e em Avintes produziu trabalho notório como treinador honesto e competente.

1955/56 – 1965

Campeão Regional da 1ª Divisão. Acesso automático ao Nacional da 3ª Divisão. Falta de sorte e uma arbitragem infeliz anulou um golo limpo ao Cipriano no célebre jogo com o Marinhense, “foram 6 horas e meia de resistência” (releva o JN). No jogo de Coimbra x Avintes despovoou-se. Já tinha sido assim em Aveiro perante o Beira-Mar. A distância no tempo hipervaloriza a memória coletiva.

Deixem-nos só pois recordar o argentino Julio Oscar Pereyra e seus pupilos principais: Teixeira, Queiró, Félix, Campos, Pinho, Lelo, Cipriano, Oliveira (Zé-trolha), Camurça, Dias, Ivo e Martins.

1971/72

Campeão Regional concorrente aos Nacionais e, naturalmente, à Taça de Portugal.

1973/74

Vencedor da Taça Distrital de Iniciados e Taça Nacional da mesma categoria. Baptismo Internacional em França. Concretamente em Orleães. Conquista do apetecido e belo troféu “Joana d’Arc” frente ao Aragon.

A caravana avintense mereceu das autoridades máximas da região francesa as maiores honras.

1982/83

Campeão Distrital de Juvenis e concorrente ao Nacional da Categoria.

 

1983/84

Campeão Distrital de Juniores e concorrente ao Nacional da categoria.

Registe-se aqui com toda a justiça, o facto de Manuel Anacleto ao desenvolver uma atividade técnica e pedagógica, conseguiu levar (sensivelmente a mesma equipa) desde os Iniciados até aos Juniores até chegar ao topo do Distrital.

1992/93

Os nossos atletas na categoria de juniores voltaram a fazer um brilharete e conquistaram o campeonato Distrital do Porto com raro brilhantismo.